Expedição

 

Um gigante chamado AMAZÔNIA

Aqui tudo é superlativo: rios sem fim, florestas e mais florestas, peixes de todos os

tamanhos e sabores, barcos enormes que transportam pessoas e todos os tipos de

mercadoria e ÁGUA... MUITA ÁGUA!

Floresta submersa nossa barco deixa um rastro na água - pequeno igarapé do Rio Negro AM

O maior bioma do Brasil se espalha por mais de quatro milhões de quilômetros quadrados , com mais de 25 mil tipos de árvores, 30 mil de plantas e 20% dos animais existentes no planeta. Por isso lá fomos nós para a Amazônia, buscar mais imagens para o nosso projeto Águas do Brasil.

Guará - pássaro típico da região amazônica - PA

Chegamos em Belém num domingo calorento e levamos um susto quando chegamos

no hotel que tínhamos reservado. Mal localizado e em péssimas condições de

manutenção, desanimados de cara. Mas o proprietário do hotel entendeu logo nosso

desejo de trocarmos de hospedagem e após rápida pesquisa na internet, nos instalamos

em um hotel bem melhor.

Belém é terra de contrastes: calor e umidade, povo faceiro e barulhento, comida saborosa e cheiros mil.

Essa cidade é surpreendente, nos fascina e nos deixa perplexo ao mesmo tempo. Agora temos certeza: chegamos na porta da Amazônia. Na segunda feira madrugamos e fomos para o porto ver a feira de peixes e frutas. Quase tudo chega pela água, em barcos carregados que vem de diferentes regiões amazônicas. O movimento intenso vai diminuindo assim que amanhece. Aos poucos a cidade entra no seu ritmo e o Ver o Peso abre suas bancas, onde se pode comprar verduras, frutas, sementes, temperos e arte. O calor já toma conta de tudo e nos acompanha no restante do dia.

Ita fotografando o mercado ao amanhecer - Belem do Pará - PA

Ficamos 2 dias em Belém e voamos para Manaus em um vôo noturno. Chegamos de madrugada e apesar de termos avisado o hotel que chegaríamos às 4 da manhã, deu um problema de comunicação interna do hotel e ficamos sem quarto. Depois de 6h de espera, conseguimos nos atirar numa cama e dormimos toda tarde.


Manaus tem um poder fenomenal. A história está impregnada na cidade e apesar de seu isolamento geográfico, consegue acompanhar as mudanças e possui toda a infraestrutura de uma boa cidade brasileira (não vou citar os problemas, pois são os mesmos de outras capitais do Brasil).



Um dia depois de nosso chegada, o Seu Paulo veio nos buscar com uma van para nos levar até o barco, para irmos para o Juma Lodge.


Aí começa uma experiência incrível que tivemos na Amazônia. Fizemos uma parceria com o JUMA AMAZON LODGE, considerado um dos 10 hotéis mais exóticos do mundo. Localizado a 100kms a sudoeste de Manaus , em uma área de preservação ambiental. É um pequeno hotel planejado para ser totalmente integrado à floresta, o que propicia uma experiência única.

Juma Jungle Lodge - um dos 10 hotéis mais exóticos do mundo - AM

Ficamos hospedados por 4 dias nesse lodge todo construído em terra firme sobre palafitas, na copa das árvores: recepção, restaurante, redário e cabanas interligados por passarelas sem fim. Esse procedimento é necessário pois na época das cheias o rio Juma pode subir até 15 metros. Como estávamos na Amazônia durante a cheia, estávamos literalmente sobre a água ....

Ficamos durante toda a estadia com um grupo pequeno: um casal que mora Suíça / ela

suíça e ele brasileiro de vacaria com seus dois filhos suíços que falam português, mais a Maria Helena de Porto Alegre. Nós até brincávamos que tínhamos combinado um encontro de gaúchos na floresta amazônica.

Macaco comendo sementes - Arquipélago de Anavilhanas - AM

As florestas estavam inundadas e todos os passeios eram feitos de barco, entrando em igarapés e igapós e circulando dentro da floresta de barco. Tudo é surpreendente e causa sensações únicas, pois estar na maior floresta do mundo inundada é algo quase surreal. Acordávamos na floresta e na água e na água e na floresta passávamos o dia e a noite.

Muitos dizem que a Amazônia não é terra, é água. Foi o que sentimos nesses dias flutuando na maior floresta do mundo.


Voltamos para Manaus inundados de emoções e logo seguimos para Novo Airão, que é o principal ponto de entrada para as ANAVILHANAS e a moradia dos botos cor de rosa. A cidade carece de uma boa infraestrutura para receber os visitantes, mas os moradores são atenciosos e oferecem o que tem de melhor: hospitalidade. Logo fomos pedir permissão no ICMBIO para entrar no Parque de Anavalha-as e marcar um barco para fazer os passeios. Seu Ceará foi o nosso piloteiro e nos levou para dentro do Parque com muito profissionalismo e conhecimento de toda a área. Visitamos também o Centro do Boto Cor de Rosa. A visita é sensacional e toda monitorada, para maior controle da vida desses lindos seres de cor rosa.

Boto cor-de-rosa - Anavilhanas - AM

Para finalizar nosso trabalho na Amazônia, seguimos para Macapá (de avião) e de lá de barco para a Ilha de Marajó (lado oeste), em uma jornada longa e cansativa, para assim conhecermos a incrível cidade de Afuá. Recebemos a super dica de irmos para lá do Luciano Barreto, sobrinho do Ita, que nos falou dessa pequena joia em uma janta de despedida antes da viagem.


Afuá, a Veneza brasileira - Ilha de Marajó - PA

Afuá é chamada pelos locais de Veneza brasileira, pois é uma cidade toda sobre palafitas. Não existes veículos motorizados, só bicicletas.

Impressionante o que uma bicicleta faz com o ser humano: todos na cidade andam de bicicleta e sorriem o tempo inteiro.

Lá fomos recepcionados e guiados pelo fotógrafo Eder Furtado, que conheci pelo face. Apaixonado pela Ilha de Marajó, nos levou para lugares que não teríamos descoberto e que renderam imagens que ficaram gravadas nos nossos corações para sempre.

Família de ribeirinhos - o sustento vem da colheita do acaí - Ilha de Marajó - PA

E chegou o dia de partir, de seguir para outras paisagens, mas ficamos com aquela sensação de que é preciso uma vida inteira para conhecer e desfrutar de tudo o que a Amazônia oferece. E entendemos o grande orgulho que o povo amazônico sente de sua terra (ou será água?).


Aqui vão mais fotos da nossa experiência na Amazônia:


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Ita Kirsch e Bala Blauth,

 gaúchos de Novo Hamburgo 

fotografamos natureza, paisagens e populações tradicionais.  Juntos criamos UM MUNDO DE FOTOS, temos 5 livros, e organizamos expedições, cursos e workshops.

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